Fim da era do Link Building: o SEO agora é comandado pelo E-A-T

Durante muitos anos o Link Building foi a técnica mais importante para o SEO (otimização de sites com o objetivo de melhorar o rankeamento no Google). O Link Building tem relação com links externos que apontam para o seu site, pois o algoritmo do Google entende o link como uma recomendação ao site, dando mais relevância a ele. Os links externos não perdem totalmente seu valor, mas com as alterações no algoritmo do buscador o Link Building deixa de ser o fator mais importante para dar lugar ao E-A-T (especialidade, autoridade e confiabilidade). Pelo menos é o que garantiu a especialista Marie Haynes, em sua palestra no RD Summit 2018.

Haynes, uma canadense obcecada pelo algoritmo do Google e que trabalha com consultoria de SEO, afirmou que identificou uma grande mudança no algoritmo em fevereiro de 2017 que afetou o posicionamento de vários de seus clientes. A especialista disse que as mudanças estão descritas no documento de 164 páginas com as Diretrizes Gerais do Google. O item 4.0 descreve o que o Google entende como páginas de alta qualidade e o 6.0 descreve o que são páginas de baixa qualidade, inclusive com exemplos de diferentes tipos de sites (notícias, humor, governamental, pequenos negócios, blog e outros).

Para cada tipo de site, o Google faz diferentes exigências, mas em sua palestra de 40 minutos Haynes deu algumas dicas gerais que podem ser úteis a todos:

  • o nível de especialidade (expertise) do autor do texto é muito importante. Por exemplo: se o site fala de saúde, o autor tem que ter conhecimento em saúde, preferencialmente um médico ou, melhor ainda, um médico reconhecido;
  • o site deve indicar de forma clara quem é o autor do texto (ou quem é o responsável pelo conteúdo). Também deveria fazer uma mini biografia do autor para melhorar seu E-A-T com links para sites com referência ao autor;
  • se o texto for assinado por um pseudônimo, deve ser construído um E-A-T para o pseudônimo;
  • reputação da marca conta muito, principalmente fora de seu site oficial. Elogios e críticas de clientes podem ajudar ou prejudicar a forma com que o algoritmo do Google calcula a reputação da marca;
  • ter uma página no Wikipedia conta pontos. Achou esquisito? Mas está escrito lá no Guideline. Aliás, o documento cita a Wikipedia muitas vezes;
  • discussões em fóruns também são fonte de reputação. São pessoas comuns falando (bem ou mal) da sua marca;
  • ter comentários em seu site também é um fator de rankeamento, embora não seja fundamental;
  • Google também está muito preocupado com a segurança do site, principalmente se houver transação de dados ou financeira;
  • o site deve dizer de forma clara qual seu propósito, ou seja, se ele quer transformar o leitor em cliente, se ele ganha dinheiro com anúncios, etc. Isso pode estar descrito em sua página “Sobre”.

Essas são apenas algumas dicas que Marie Haynes transmitiu em sua palestra. Para se aprofundar no assunto, sugiro a leitura das Diretrizes Gerais do Google. Você também pode ler mais sobre as análises de Marie Haynes em seu blog: https://www.mariehaynes.com/blog/


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