Vídeos no Facebook ou YouTube: o que é melhor?

Em agosto de 2014 uma notícia chamou a atenção dos profissionais de marketing digital: o Facebook havia ultrapassado o YouTube em número de visualizações de vídeo¹ . Mais tarde entendemos que a comparação não poderia ser feita de modo tão simples: enquanto o Facebook exibe vídeos em autoplay na timeline dos usuários, no YouTube é preciso clicar para assistir um vídeo, ou seja, o usuário demonstra interesse. Além disso, dados de maio de 2016 mostram que 85% dos vídeos no Facebook são assistidos sem som². Conclusão: são cenários realmente bem distintos.

Independente da briga pelo primeiro lugar, o fato é que os vídeos ganharam muito espaço nas mídias sociais. Para as marcas que já apostam no conteúdo em vídeo fica a dúvida: é melhor investir em vídeos para o YouTube ou Facebook? Qual a diferença de estratégia para cada uma?

Para começar, temos que analisar como funcionam estas mídias sociais. No Facebook a maior parte das visualizações orgânicas vêm da linha do tempo, a timeline dos usuários. Ao publicar um vídeo ou qualquer outro tipo de conteúdo, ele vai sendo exibido para alguns dos seus seguidores. Dependendo da quantidade de interações que recebe pode alcançar um público maior. Normalmente um vídeo é exibido para mais pessoas do que os outros tipos de post (texto, foto, link), pois o Facebook acredita que as pessoas se relacionam melhor com o conteúdo audiovisual. Além disso, é uma forma de incentivar as pessoas a fazerem mais vídeos para o Face e, desta forma, aumentar sua concorrência com o YouTube. Mesmo assim, seu vídeo terá desaparecido das telas em algumas horas, pois como sua lógica funciona com uma linha do tempo, seu vídeo fica velho e perde relevância.

Já o YouTube não funciona com a mesma lógica de linha do tempo, mas com pesquisa e vídeos sugeridos. Ao publicar um vídeo na rede social de vídeos, os assinantes do seu canal são notificados e eles serão sua primeira audiência. Assim como no Facebook, as interações também são importantes para alcançar maior público, além do tempo de permanência no vídeo. Mas o YouTube conta com uma ferramenta que o Facebook não tem, que é a poderosa busca do Google. É desta busca, e também dos vídeos sugeridos, que virão a maior parte da sua audiência orgânica no longo prazo, principalmente se você investe em conteúdo perene. Se no Facebook um vídeo pode continuar a aparecer na timeline por 30 ou 40 horas, no YouTube um vídeo pode continuar a ganhar audiência por 5 ou 6 anos.

Isso não anula a importância dos vídeos no Facebook. Como falamos, eles estão privilegiando o conteúdo audiovisual e precisamos ter em mente a quantidade de usuários e o tempo que permanecem consumindo conteúdo na rede social mais popular do mundo. Uma boa estratégia é pensar em vídeos para o YouTube, mas postá-lo também no Facebook de forma nativa. Pensar em vídeos para o YouTube significa desenvolver conteúdo útil para seu público, um conteúdo que seja educativo, com foco no problema do seu cliente e não no seu produto. Além disso, ele não deve ser perecível para que seu vídeo se mantenha atual e gerando audiência por vários anos.

 

1. Fonte: ComScore’s

2. Fonte: Digiday.com

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